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Operadora Claro desiste de lucrar com serviço de trotes…

16 Outubro, 2007

” E falando em celular, recebo hoje uma ligação da CLARO oferecendo um serviço de grande utilidade pública: basta enviar um SMS para um número com um tema escolhido e o número de telefone da “vítima”, que essa receberá uma ligação de uma gravação-pegadinha-mala simulando uma conversa. Com os temas Alfredo, Surdo, Rodeio, Folgado, Academia, Gay, Biblia, Vendedor, Radio, Ramires, Gringo, Engano, e outras bobagens.

Como se não bastasse a enorme quantidade de spams e ligações de telemarketings que você recebe diariamente, agora a pura e simples pentelhação sem sentido proveniente de qualquer espírito menos evoluído também poderá te assombrar.

E aí? Curtiu?

Eu adorei! Aguardo apenas a colaboração de vocês para que nos forneçam números de telefone (fixo ou celular) dos diretores da Claro para que possamos testar incessantemente a eficiência do serviço. Obrigado.”

Esse texto foi retirado de outro blog, o Surra de Pao Mole e, 14 dias depois, saí essa notícia no Folha Online:

FORA DO AR

Operadora Claro desiste de lucrar com serviço de trotes

DA FOLHA ONLINE

O serviço de trotes da operadora de telefonia Claro saiu do ar. O produto estreou na semana passada, em 1º de outubro, e oferecia pegadinhas para os seus assinantes.
Ao enviar um torpedo para 185 e desembolsar R$ 0,95, o assinante podia pregar peças em donos de telefones fixos e celulares. “Gringo”, “Gay”, “Surdo”, “Mecânico”, “Folgado” e “Argentino” eram alguns dos 25 personagens da Claro. As pilhérias eram todas pré-gravadas.
“A operadora informa que, diante das reações negativas, retirou o “Claro Me Liga” do ar”, informou a empresa ontem, por meio de sua assessoria de imprensa. De acordo com a companhia, a retirada será em caráter definitivo.
O Ministério Público de São Paulo e o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) disseram na última quarta-feira que iriam analisar a legalidade do novo serviço.
Originalmente, o “Claro Me Liga” era um serviço para os usuários fingirem receber ligações. O produto que simulava uma conversa teve 208 mil acessos num período de cinco meses.

Lembrando do post do nosso amigo ali acima citado, é triste saber que até as empresas só começam a respeitar depois de ser aplicado o “código de Hamurabi“…

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